segunda-feira, 17 de agosto de 2020

SEMANA 3 A Diversidade dos saberes

Saudações! Embora o tema seja a diversidade dos saberes, a SEMANA 3 do PET 3 foca a Arte, que é uma forma de conhecimento.

Vou explicar a questão da diversidade dos saberes e na próxima semana nos voltamos para a Arte Uma vez que no próprio PET as  semanas 3 e 4 estão juntas:


Na busca por explicações sobre a natureza e mundo. O ser humano adotou “formas de conhecer”: O mito, a própria Filosofia, a Ciência e o Senso comum.

Já comentamos alguns detalhes sobre essa questão e agora vamos aprofundar um pouco mais:

 1 - O Mito

No início dos tempos o homem começou a refletir e desenvolveu naturalmente a necessidade de explicar o mundo.

Tanto sua capacidade de raciocinar, quanto seu conhecimento dos fatos eram limitados e escassos, apresentando, assim, explicações que não eram totalmente corretas.

Estas explicações repletas de fantasias e erros deram origem aos mitos. Estes explicavam o desconhecido com base na experiência particular de cada comunidade. 

(Ícaro)

A partir da constatação de que os mitos não eram suficientes para responder às necessidades humanas de conhecimento, surgiram as explicações filosóficas...

 2 – Filosofia

Com o questionamento dos Mitos, consequentemente não havia mais lugar para explicações ilógicas e para forças divinas. A questão era estabelecer uma explicação racional da realidade.

Embora possa se falar em uma filosofia Hindu e chinesa foi a “atitude grega” que gerou a Filosofia tal como a conhecemos. A Grécia é tida como o berço da filosofia por que lá que surgiu os primeiros filósofos e os conceitos que definem filosofia até hoje.

Assim, a filosofia caracteriza-se como uma atitude, a “busca racional da verdade”.


3 – Ciência

            À medida que o conhecimento humano se desenvolvia, o homem foi capaz de fazer Ciência.

A ciência proporcionou uma compreensão menos “teórica” e mais “prática”, daí uma ilusão foi gerada: Que a Ciência havia superado a Filosofia tal como esta teria feito com o Mito. Contudo, devemos lembrar que só atingimos essa “Ciência” através da busca constante pelo saber, o que caracteriza a atitude filosófica.

Mas um preconceito foi gerado de que a Filosofia era um “passatempo” de “loucos” e a ciência como “verdadeiro” saber.

A divisão da Filosofia

            Se a ciência surgiu como consequência da busca da filosofia pela verdade, sendo mais “prática”, o que restou à Filosofia?

Vimos que existem um a série de questões que não podem receber o tratamento da ciência e seu método.

Assim, a reflexão filosófica se faz presente sobre uma tríplice problemática:  

·         Problemas que não podem ser resolvidos pelo método cientifico, as questões da Metafisica ou ontologia.

·         Questões especificas do conhecimento, Epistemologia ou gnosiologia;

·         Os problemas derivados da ação humana e sua libertada, a axiologia, Ética e moral.

 

Essa última, está diferentemente ligada ao papel da filosofia em relação à ciência hoje em dia: “Seu compromisso repousa na investigação dos fins e das prioridades a que a ciência se propõe, Na análise das condições em que se realizam as pesquisas e nas consequências das técnicas utilizadas”

 4 - O Senso comum:

Já percebemos que o ser humano tem necessidade de conhecer o meio em que vive. Contudo, Nem todo conhecimento adquirido vem da escola.

Ao saber da vida cotidiana, herdado por nós na cultura em que nascemos, chamamos de “vulgar” ou “Senso comum”.

 O Senso comum caracteriza-se por ser:

 ·         Assistemático: Adquirir-se ao acaso sem ordem técnica;

 ·         Acrítico: Não admite dúvidas, supõe que as coisas sejam como são aparentemente;

 ·         Impreciso e autocontraditório: A imprecisão leva ao senso comum a ser contraditório.

Diante dessas características, percebemos que a reflexão filosófica critica o Senso comum, ou seja, reflete sobre ele e melhora nossos conceitos.

 5 – Arte

Todos os saberes são manifestações do espírito humano, sem dúvida a “Arte” também é um a forma de conhecimento.

Ao refletir sobre a arte de um período ou cultura, podemos compreender o modo de pensar e crenças da mesma ... (Continua)

 


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

SEMANA 2 Ser e Dever (Um pouquinho de Heidegger)

 Saudações!

Segunda semana do PET Vol III de filosofia  apresenta um texto sobre a morte de autoria do filosofo  alemão Martin Heidegger (1889/1976), vamos conhecer um pouquinho mais dele:

Para o filosofo Heidegger, o homem não é como as coisas e animais, seu existir a que chamou de Dasein (Ser aí)

Caracteriza-se por “ser no mundo” mas não se reduzir a isso, A “Angustia” é um acontecimento do ser livre.

Assim, distingue dois aspectos do ser humano (influência da Fenomenologia):

·         Facticidade é a o conjunto dos determinismos da nossa existência, Não escolhemos onde nascemos (cultura, família etc.)

·         Transcendência é o ato de “ir além” dos determinismos, não necessariamente para negá-los, mas para atribuir-lhes sentido a elas. Seria portanto, a dimensão da liberdade por meio da consciência.

A “angústia” decorre da tensão entre o que o indivíduo é de fato e aquilo que poderia vir a se. Ela retira o indivíduo do cotidiano e o reconduz ao encontro de si mesmo.

Nesse ultimo quesito podemos encontrar o gancho para a reflexão da morte, abordada no complicado texto. A morte é a única certeza que temos na vida ao mesmo tempo que o ser humano busca evita lá (no sentido de reflexão) distraindo-se com preocupações corriqueiras do cotidiano ... Vamos abortar isso de uma maneira mais leve:



O texto sugerido no pet 3 : A angústia, o nada e a morte em Heidegger

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

SEMANA 1 - Liberdade e determinismo


Existe destino ou somos livres?



"Não importa o que fizeram com você. 
O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. 
Sartre (1905/1980)

O existencialismo é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual e a responsabilidade considerando cada ser humano como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu “destino”.

O existencialismo afirma a prioridade da existência sobre a essência, segundo a célebre definição do filósofo francês Jean-Paul Sartre: "A existência precede e governa a essência". Essa definição funda a liberdade e a responsabilidade do homem, visto que esse existe sem que seu ser seja pré-definido.

Sartre defende que o homem é livre e responsável por tudo que está à sua volta. Somos inteiramente responsáveis por nosso passado, nosso presente e nosso futuro.
Em Sartre, temos a ideia de liberdade como uma pena, por assim dizer:]

 "O homem está condenado a ser livre"

Para Sartre, nossas escolhas são direcionadas por aquilo que nos aparenta ser o bem, mais especificamente por um engajamento naquilo que aparenta ser o bem.

Assim, "a vida nos obriga a escolher entre vários caminhos possíveis mas nada nos obriga a escolher uma coisa ou outra". Logo, dentro dessa perspectiva, recorrer a uma suposta ordem divina representa apenas uma incapacidade de arcar com as próprias responsabilidades.

Percebemos engajamento político, pois partindo da ideia de que O mundo não está pronto e determinado, o ser humano tem responsabilidade com este mundo, as mudanças em relação ao que está errado com este mundo, podem acontecer mediante a política.


E que tal falar em determinismo na Física?



PETs volume 3

 Saudações! Os PETs volume 3 já estão rolando, baixe clicando aqui.

domingo, 19 de julho de 2020

SEMANA 4 - Individuo e comunidade (Escola)



Saudações! 

Eu sei, estamos com saudade da escola, né? Tema de hoje:

Vários pensadores viam a educação como sendo responsável pela transmissão de valores é também objeto de transformação social.

Contudo,  segundo Rousseau, “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. O ser humano em seu “estado de natureza” é superior ao homem “civilizado” pois vive em harmonia com a natureza sem as necessidades supérfluas do homem moderno. A decadência do ser humano em sociedade se deu em alguns momentos, entre eles, a criação da magistratura (escolas) que moldam as pessoas a fazerem parte dessa sociedade decadente.

Tal crítica nos leva a seguinte questão:

A escola é uma instituição que atende as condições sociais é tida como um espaço de socialização.  Desta forma, cabe à escola promover a emancipação dos estudantes através da mais diversas formas de reflexão. Dentre elas, destaca-se a Sociologia e a Filosofia.

Paulo Freire (1921 – 1997) nos propõe em sua Pedagogia Progressista Libertadora, a conscientização dos educandos superando a tendência alienante de uma “educação bancária” que visa o aluno como mero depósito de conhecimentos. Uma vez consciente de si e dos problemas da sociedade em que se encontra, o homem abre as portas para uma reflexão mais crítica e consequentemente transformadora do mundo.



Estamos diante da reflexão de que quem está no poder dita as regras e o que se deve acreditar, a escola tende a replicar a vontade e ideias de quem domina. Essa crítica é encontrada também na reflexão de Foucault ... Para entendermos mais essa questão do poder em Foucault veja o vídeo da série:  

"Ser Ou Não Ser" - Foucault e as relações de poder




E a sequência para quem ficou curioso: 




Então, conhecimento é poder ou poder é conhecimento?



domingo, 12 de julho de 2020

SEMANA 3 - Felicidade


Saudações! Comentamos em aulas anteriores sobre moral na história, e nos deparamos com duas concepções que esbarram em outra temática, a felicidade:




Aristóteles (385/322 A.C): Todas as atividades humanas aspiram a um bem, dentre eles a Felicidade que não consiste nos prazeres do corpo, mas sim na atividade da alma segundo a Razão.

Como assim? Vamos os conselhos de Aristóteles para a felicidade: 



Mas vimos outra perspectiva:

Hedonistas: (Hedoné = Prazer) A Felicidade consiste nos prazeres do corpo (Literalmente). Contudo, Epicuro (341/271 A.C) Grande representante do desse movimento, afirmava que os prazeres do corpo são fontes de sofrimento, portanto, a Felicidade encontra-se nos prazeres da alma como a amizade e o amor.

Essas duas abordagens estão na SEMANA 3 do PET volume 2 de Filosofia, onde confronta-se as questões da felicidade nos prazeres e o mundo capitalista que nos oferece o consumo como forma de felicidade.

Para tal reflexão, acrescentamos duas ideias, Schopenhauer e Bauman, vejam o vídeo, vale a  pena:





segunda-feira, 6 de julho de 2020

SEMANA 2 - Linguagens e significado: Entendendo o mundo




Saudações!


Vimos na SEMANA 4 "Verdade e validade (Lógica)", que existe toda uma estrutura do pensamento, se perdeu, veja clicando aqui. Tal tema está diretamente ligado à questão da linguagem, afinal, uma das características decorrentes da nossa capacidade de raciocinar, é a da linguagem e criação dos símbolos para comunicação.


Linguagem e comunicação

Embora a expressão “linguagem” seja usada em diversos contextos e com sentidos  relativamente distintos, existe um sentido básico que permeia todos eles:
A idéia de conjunto de signos que remetem a algo distinto deles, o que faz com que tenham um “significado” para aqueles que dominem esse código.

A Linguagem na história

Quais seriam os eventos mais importantes da história da linhagem e da comunicação que abriram novas possibilidades para a humanidade?

1º) A invenção do Alfabeto – Mesma que não haja conhecimentos históricos a esse respeito, o impacto a linguagem escrita causou grandes transformações.
Antes da adoção do alfabeto, na Grécia, eram os poetas que transmitiam oralmente os aspectos da cultura. Se aprendia o que era coragem, amor, sabedoria etc por meio de histórias  míticas e seus heróis, deuses e aventuras.
A “palavra”, portanto, indicava o modelo a ser seguido.



Por volta do século IX a.C, surgiu o alfabeto grego (baseado no fenício). Logo, o relato oral foi perdendo força, pois a linguagem escrita podia levou as pessoas a adotarem uma linearidade racional.
 A “linguagem de ação” (Oral) foi suplantada pela “linguagem de idéias”, de “reflexão”, pois se passou a perguntar “O que é sabedoria?”, “O que é coragem?”
Assim, a tarefa de educar dos oradores, poetas foi sendo substituídas por filósofos valorizando-se mais o “pensar”.

2º A invenção da imprensa – No século XV a imprensa de Gutemberg provocou  uma revolução. Ao substituir os manuscritos por impressos que poderiam ser mais facilmente obtidos. Houve uma expansão da alfabetização e divulgação de idéias filosóficas e cientificas.
Logo, a linguagem oral foi sendo substituída pela escrita.



Segundo Walter Ong (1912 -2003), em  “Oralidade e cultura escrita”:

“Sem a escrita, a mente letrada não pensaria e não poderia pensar como pensa, mas normalmente, até mesmo quando está compondo seus pensamentos de forma oral. Mais do que qualquer outra invenção individual, a escrita transformou a consciência humana”

3º A linguagem tecnológica – Nas ultimas décadas algo semelhante às revoluções anteriores esta acontecendo. A linguagem tecnológica compreende uma grande quantidade de mídias ou meios de comunicação, o problema da distância praticamente foi anulado e como resultado, o mundo se transformou em uma aldeia global.
Assim, Culturas se conectam, noticias chegam às pessoas quase simultaneamente aos acontecimentos, etc